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Os portugueses no Ceilão: a história do Sri Lanka contada pelos viajantes

Antes de se chamar Sri Lanka, a ilha teve muitos nomes: Taprobana para os gregos, Serendib para os marinheiros árabes, Ceilão para os portugueses, Ceylon para os ingleses. Onesícrito, piloto da frota de Alexandre, dá notícia dela por volta de 325 a.C.; Plínio, o Velho, conta que um liberto, levado pela monção até às suas costas no tempo do imperador Cláudio, regressou a Roma com uma embaixada do rei da ilha. No século II, Ptolomeu desenha-a muito maior do que é.

A ilha tem também o seu próprio relato. O Mahavamsa, crónica em páli composta por volta dos séculos V ou VI, faz remontar o reino à chegada do príncipe Vijaya e o budismo à missão de Mahinda, no século III a.C. Por volta de 410, o monge chinês Faxian vive em Anuradhapura e descreve a procissão do Dente de Buda; no século VI, Cosmas Indicopleustes apresenta a ilha como o grande mercado entre a China e a Pérsia.

Marinheiros árabes e persas procuram ali pedras preciosas e canela e veneram no cimo do Pico de Adão a pegada do primeiro homem. Marco Polo, de passagem por volta de 1292, considera-a a mais bela ilha do mundo e fala de um rubi do comprimento de um palmo; Ibn Battuta sobe ao pico em 1344. As frotas chinesas de Zheng He deixam em Galle, em 1409, uma estela gravada em chinês, tâmil e persa.

Os portugueses chegam em 1505 com Lourenço de Almeida, erguem uma fortaleza em Colombo em 1518 e tomam a canela do litoral, sem nunca submeter o reino de Cândia, refugiado nas montanhas. Os holandeses sucedem-lhes: Joris van Spilbergen é recebido em Cândia em 1602, e a Companhia Holandesa das Índias Orientais toma Galle em 1640 e Colombo em 1656. Um capitão inglês, Robert Knox, cativo em Cândia de 1660 a 1679, publica em 1681 a primeira descrição do interior; o pastor Philippus Baldaeus descreve em 1672 Jafanapatão e as costas tâmeis.

Os britânicos ocupam as possessões holandesas em 1796, fazem do Ceilão uma colónia da Coroa em 1802 e anexam Cândia em 1815. Oficiais e funcionários escrevem a história natural e política da ilha: George Turnour traduz o Mahavamsa em 1837, as ruínas de Anuradhapura e Polonnaruwa saem da selva, James Emerson Tennent publica em 1859 uma grande obra sobre o Ceilão. O café, e depois de 1870 o chá, transformam as terras altas, que o naturalista Ernst Haeckel percorre em 1881 e 1882.

Esta secção reúne as nossas edições de relatos de testemunhas e um repertório de outros relatos antigos sobre o Sri Lanka.

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