Retrato de George Waddington e Barnard Hanbury

O autor

George Waddington e Barnard Hanbury

Journal of a Visit to Some Parts of Ethiopia (1820-1821)
George Waddington e Barnard Hanbury é o autor de Journal of a Visit to Some Parts of Ethiopia (1820-1821). Itinerarium publica 1 edição modernizada, reescrita em português contemporâneo e ilustrada, disponível em ebook, livro impresso e audiolivro.

Biografia

George Waddington nasce a 7 de setembro de 1793 em Tuxford, no Nottinghamshire, onde o pai é vigário. Pela mãe, Anne Dollond, descende do óptico Peter Dollond, cuja família fabrica em Londres óculos e instrumentos. Aluno da Charterhouse de 1808 a 1811, entra em 1812 no Trinity College de Cambridge, onde ganha prémios de poesia latina e inglesa, entre os quais a medalha do Chanceler em 1813. Licencia-se em 1815, torna-se fellow do seu colégio em 1817 e fellow de pleno direito no ano seguinte.

Em Trinity faz amizade com Barnard Hanbury, nascido no mesmo ano e fellow do mesmo colégio. No início de 1820, os dois amigos reencontram-se em Veneza e partem para o Egito como antiquários. Ali sabem que Mehmet Ali envia o filho Ismail Paxá à conquista da Núbia e do Sudão, e decidem seguir o exército para além da Segunda Catarata. De Wadi Halfa a Jebel Barkal atravessam um país em guerra, medem templos e pirâmides e identificam o sítio de Napata, até que uma ordem do Paxá os manda de volta para norte. O relato sai em 1822 com o título Journal of a Visit to Some Parts of Ethiopia; segundo as notícias biográficas inglesas, Waddington redigiu o texto e fez os seus dezassete desenhos. Os dois viajantes levam ainda para Cambridge um conjunto de caixões egípcios, o primeiro objeto egípcio a entrar na posse da universidade, hoje no Fitzwilliam Museum.

Barnard Hanbury, que tinha tomado ordens, morre em 1833.

Waddington, por seu lado, volta a viajar: em 1823 e 1824 visita a Grécia em plena guerra de independência e tira daí A Visit to Greece (1825), seguido de um ensaio sobre a Igreja grega (1829). Ordenado por volta de 1826, dedica-se à história religiosa: uma história da Igreja desde as origens até à Reforma (1833) e depois uma história da Reforma no continente (1841). É vigário de Masham, no Yorkshire, a partir de 1834, e cónego de Chichester. Em 1840 é nomeado deão de Durham, cargo que ocupa durante quase trinta anos; a partir de 1862 é também warden (reitor) da jovem Universidade de Durham. Morre em Durham a 20 de julho de 1869.

O Journal de 1822 conserva o olhar de duas testemunhas europeias sobre a conquista egípcia do Sudão, no próprio momento em que acontece.

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