Retrato de Min Jeong-jung (閔鼎重, 1628-1692)

O autor

Min Jeong-jung (閔鼎重, 1628-1692)

Yeonhaeng ilgi (1669-1670)
Min Jeong-jung (閔鼎重, 1628-1692) é o autor de Yeonhaeng ilgi (1669-1670). Itinerarium publica 1 edição modernizada, reescrita em português contemporâneo e ilustrada, disponível em ebook, livro impresso e audiolivro.

Biografia

Min Jeong-jung nasce em 1628, no reinado de Injo, no clã Min de Yeoheung, uma das famílias mais destacadas da nobreza letrada de Joseon. O seu avô Min Gi foi primeiro-ministro sob Seonjo, o seu pai Min Gwang-hun governador de província. Tem como irmão mais velho o letrado Min Si-jung e como irmão mais novo Min Yu-jung, futuro pai da rainha Inhyeon. Formado no Seonggyungwan, a academia confuciana da capital, torna-se discípulo de Song Si-yeol, o grande mestre da escola de Zhu Xi, e fica em primeiro lugar no exame civil de 1649, aos vinte e um anos.

A sua carreira é de uma regularidade exemplar. Passa pelo Secretariado do príncipe herdeiro, pelo Gabinete dos censores, pelo Gabinete das letras reais e pela Inspeção-geral, participa na compilação dos Anais do rei Injo e percorre várias províncias como inspetor real secreto (amhaeng eosa). Prefeito de Dongnae, na costa sul, por volta de 1658, torna-se depois reitor do Seonggyungwan, governador de Hamgyeong e, mais tarde, grande censor. Em 1659, ousa defender a memória da princesa Gang, nora de Injo, morta em desgraça. Por volta de 1670, dirige sucessivamente os ministérios das Finanças, do Pessoal e das Obras.

É no outono de 1669, sob o rei Hyeonjong, que assume a chefia da embaixada anual do solstício de inverno, que leva o tributo coreano à corte dos Qing. As fontes coreanas datam esta missão de 1670, ano do seu regresso. Desta viagem nasce o Yeonhaeng ilgi (燕行日記, «Diário da viagem a Yan»), seguido de um registo à parte do que viu e ouviu, onde consigna as suas conversas escritas com letrados chineses. O texto só é publicado após a sua morte, na coletânea das suas obras gravada em madeira em 1734; a Enciclopédia da cultura coreana aproxima-o do Yeolha ilgi de Bak Ji-won, que antecede em mais de um século.

Membro da fação dos Ocidentais (Seoin), atravessa as querelas rituais que dilaceram a corte. Afastado pelos Namin em 1675 e exilado em Jangheung em 1679, regressa ao poder com a reviravolta de 1680, torna-se terceiro e depois primeiro conselheiro da esquerda e propõe, sem êxito, reformar o imposto sobre os lares. Na cisão dos Ocidentais, junta-se aos Noron, a tendência intransigente de Song Si-yeol. Calígrafo afamado, deixou inscrições de estelas e a placa do pavilhão principal do templo Gaesimsa; deve-se-lhe também o Nobong yeonjung seolhwa e o Imjin yumun.

A reviravolta de 1689 traz de volta os Namin e condena-o ao exílio em Byeokdong, em residência vigiada. Ali morre em 1692. Reabilitado em 1694, recebe o nome póstumo de Munchung; o seu túmulo, transferido de Yangju para Yeoju, está classificado pela cidade. O seu sobrinho Min Jin-won reúne os seus escritos em doze livros, impressos em 1734 com um prefácio de Yi Jae; há exemplares conservados na biblioteca Gyujanggak, na Biblioteca Nacional da Coreia e na Universidade da Coreia, e as pranchas gravadas no Yeongok seowon de Jangheung.

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