Retrato de Johann Heinrich Mayr

O autor

Johann Heinrich Mayr

Schicksale eines Schweizers (1812-1814)
Johann Heinrich Mayr é o autor de Schicksale eines Schweizers (1812-1814). Itinerarium publica 1 edição modernizada, reescrita em português contemporâneo e ilustrada, disponível em ebook, livro impresso e audiolivro.

Biografia

Johann Heinrich Mayr nasceu a 3 de maio de 1768 em Arbon, pequena cidade da Turgóvia situada na margem suíça do lago de Constança. O pai, Leodegarius Mayr, era tintureiro e branqueador; a mãe chamava-se Maria Ursula Sulzer. A família contava com comerciantes e magistrados da cidade, e o filho recebeu a educação de um futuro negociante: internatos em Lörrach, Vevey e Aarau, e depois uma aprendizagem comercial em Milão e Génova.

Com a morte do pai, em 1791, assumiu a «Bleiche» de Arbon, uma exploração que reunia a estampagem de chitas, o branqueamento de tecidos e uma quinta. Abriu uma tinturaria em Rheineck em 1797 e, em 1805, uma oficina de estampagem de seda em Mulhouse que chegou a empregar mais de cem operários. Sócio do tio David e do sobrinho Michael numa casa de comércio têxtil, fez com eles várias viagens a Itália. Segundo o Dicionário Histórico da Suíça, retirou-se dos negócios em 1809, após a morte da mãe.

Três anos depois, quando o Bloqueio Continental paralisava as fábricas da região, partiu para o Oriente. De maio de 1812 ao início de 1814 desceu o Danúbio, chegou a Constantinopla, ao Egito, a Jerusalém e ao Monte Líbano, e regressou por Salónica e pelos Balcãs. Mantinha dia a dia cadernos que os amigos o incentivaram a publicar. O relato saiu em São Galo em 1815, pela casa Huber, em seis partes e três volumes ornados de águas-tintas, com o título Schicksale eines Schweizers während seiner Reise nach Jerusalem und dem Libanon. Em 1820 seguiu-se uma segunda edição revista. O livro valeu-lhe em vida a alcunha de «Libanon-Mayr», o Mayr do Líbano.

Mayr nunca aspirou a cargos públicos nem aderiu a qualquer sociedade. Manteve, porém, uma vasta correspondência, nomeadamente com a pintora Angelika Kauffmann, o escritor de Zurique David Hess, o pastor Johann Conrad Appenzeller e o futuro líder liberal da Turgóvia Thomas Bornhauser. De confissão reformada, sentia-se próximo dos Irmãos Morávios e via a própria existência como uma peregrinação. Em 1817 publicou um panfleto contra a concorrência das máquinas inglesas, que acusava de arruinar a indústria do continente.

Solteiro toda a vida, dedicou os últimos anos a «Meine Lebenswanderung», uma autobiografia manuscrita de mais de três mil páginas, mantida a par de um diário de toda uma vida. Morreu em Arbon a 27 de outubro de 1838. Os seus papéis estão conservados no Arquivo do Estado da Turgóvia, e Kurt Buenzli publicou a sua autobiografia em quatro volumes em 2010.

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